Oficina Fique Amiga Dela – São Paulo

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Oficina inspirada pela experiência do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde

Para meninas jovens e mulheres sábias
Mulheres que fazem sexo com mulheres, com homens, com ambos, ou que não fazem
Mulheres com filhos e mulheres que não pretendem tê-los
Uma oportunidade de reverenciarmos nossa diversidade
Uma homenagem ao nosso sagrado e profano
Uma forma de multiplicarmos conhecimentos para cuidar de nós mesmas

Assuntos que serão tratados:
– anatomia e fisiologia de nossas partes mimosas – uma releitura feminista
– cuidados suaves para questões de saúde comuns
– opções de contracepção não hormonal – DIU, diafragma, métodos comportamentais
– como acolher uma amiga com gravidez indesejada
– rotinas ginecológicas e como proteger-se da excessiva medicalização de nossa saúde
– direito à saúde sexual e reprodutiva no SUS – o que o golpe tem a ver com isso? Como cobrar atendimento respeitoso independente de identidade sexual, acesso a contracepção não hormonal e parto humanizado

Sábado, 06 de agosto, das 9h às 15h
No Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde – Rua Bartolomeu Zunega, 44 – São Paulo
Contribuição R$50,00

Inscrições: AQUI

Traga uma muda de planta que você usa para seu cuidado para trocar
Uma toalha e um espelhinho para se examinar
E um lanchinho para compartilhar

Fique amiga dela

Dissertação de Mestrado: Informações e escolha no parto: perspectivas das mulheres usuárias do SUS e da Saúde Suplementar

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Documento: Dissertação de Mestrado
Autor: Zorzam, Bianca Alves de Oliveira (Catálogo USP)
Nome completo: Bianca Alves de Oliveira Zorzam
Unidade da USP: Faculdade de Saúde Pública
Área do Conhecimento: Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
Data de Defesa: 2013-07-30
Imprenta: São Paulo, 2013
Orientador: Diniz, Carmen Simone Grilo (Catálogo USP)
Banca examinadora: 
Diniz, Carmen Simone Grilo (Presidente)
Bellini, Maria Luiza Gonzalez Riesco
Cuenca, Angela Maria Belloni
Título em português: Informações e escolha no parto: perspectivas das mulheres usuárias do SUS e da Saúde Suplementar
Palavras-chave em português:
Direitos sexuais e reprodutivos
Escolha informada
Gênero
Intervenções no parto
Parto normal e cesariana
Resumo em português
Introdução O direito à escolha informada das mulheres sobre suas vivências na gravidez e no parto é fruto do percurso histórico dos direitos sexuais e reprodutivos, respaldados em bases éticas da autonomia, integridade corporal, igualdade e diversidade. No Brasil, sua história política e social vem sendo construída por meio da interlocução com o movimento de mulheres e os aparelhos governamentais, propulsionando políticas públicas que os garantam. Entretanto, as desigualdades de gênero no âmbito do conhecimento médico-científico levaram a uma leitura pessimista acerca do corpo feminino, que trata a experiência do parto como um evento patológico, dependente da tecnologia e de intervenções desnecessárias na assistência. Objetivo Descrever e analisar a perspectiva das mulheres sobre a dinâmica da disponibilização, acesso e qualidade das informações no pré-natal para as negociações do tipo de parto e os procedimentos da assistência focados na episiotomia, ocitocina e acompanhante, nas redes de saúde pública e suplementar. Metodologia Estudo qualitativo, alicerçado nas perspectivas teóricas de gênero e dos direitos reprodutivos, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas de três tipos (por email, Skype e presencial), com 26 mulheres assistidas nos dois setores de saúde, em diversas regiões do país. Resultados Embora garantido pela política pública, ainda é difícil o acesso das mulheres às informações de qualidade que favoreçam suas escolhas e decisões de parto e intervenções na assistência. Essa dificuldade está imbricada em fatores sociais, econômicos, culturais e de gênero que transferem o poder de decisão sobre o tipo de parto e de intervenções no parto normal para os profissionais médicos e suas instituições. Conclusões Frequentemente, a disponibilização das informações no pré-natal foi insuficiente nos dois setores de saúde, revelando o silêncio em torno do parto. No pré-natal, as mulheres não são incentivadas à busca ativa por informações; e, quando elas existem, são imprecisas e desconsideram os seus direitos reprodutivos. Mesmo quando existe o acesso às informações da rota específica da humanização não há total garantia da possibilidade de negociação. Além disso, nem todas as mulheres conseguem acessá-la. De modo geral, a informação, isoladamente, não representou a possibilidade de êxito para as decisões no parto, dadas às diversas dificuldades que os mecanismos profissionais e institucionais impõem às mulheres
Tese completa para download aqui