Dissertação de Mestrado: Informações e escolha no parto: perspectivas das mulheres usuárias do SUS e da Saúde Suplementar

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Julho 26, 2016
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Julho 31, 2016
Documento: Dissertação de Mestrado
Autor: Zorzam, Bianca Alves de Oliveira (Catálogo USP)
Nome completo: Bianca Alves de Oliveira Zorzam
Unidade da USP: Faculdade de Saúde Pública
Área do Conhecimento: Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
Data de Defesa: 2013-07-30
Imprenta: São Paulo, 2013
Orientador: Diniz, Carmen Simone Grilo (Catálogo USP)
Banca examinadora: 
Diniz, Carmen Simone Grilo (Presidente)
Bellini, Maria Luiza Gonzalez Riesco
Cuenca, Angela Maria Belloni
Título em português: Informações e escolha no parto: perspectivas das mulheres usuárias do SUS e da Saúde Suplementar
Palavras-chave em português:
Direitos sexuais e reprodutivos
Escolha informada
Gênero
Intervenções no parto
Parto normal e cesariana
Resumo em português
Introdução O direito à escolha informada das mulheres sobre suas vivências na gravidez e no parto é fruto do percurso histórico dos direitos sexuais e reprodutivos, respaldados em bases éticas da autonomia, integridade corporal, igualdade e diversidade. No Brasil, sua história política e social vem sendo construída por meio da interlocução com o movimento de mulheres e os aparelhos governamentais, propulsionando políticas públicas que os garantam. Entretanto, as desigualdades de gênero no âmbito do conhecimento médico-científico levaram a uma leitura pessimista acerca do corpo feminino, que trata a experiência do parto como um evento patológico, dependente da tecnologia e de intervenções desnecessárias na assistência. Objetivo Descrever e analisar a perspectiva das mulheres sobre a dinâmica da disponibilização, acesso e qualidade das informações no pré-natal para as negociações do tipo de parto e os procedimentos da assistência focados na episiotomia, ocitocina e acompanhante, nas redes de saúde pública e suplementar. Metodologia Estudo qualitativo, alicerçado nas perspectivas teóricas de gênero e dos direitos reprodutivos, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas de três tipos (por email, Skype e presencial), com 26 mulheres assistidas nos dois setores de saúde, em diversas regiões do país. Resultados Embora garantido pela política pública, ainda é difícil o acesso das mulheres às informações de qualidade que favoreçam suas escolhas e decisões de parto e intervenções na assistência. Essa dificuldade está imbricada em fatores sociais, econômicos, culturais e de gênero que transferem o poder de decisão sobre o tipo de parto e de intervenções no parto normal para os profissionais médicos e suas instituições. Conclusões Frequentemente, a disponibilização das informações no pré-natal foi insuficiente nos dois setores de saúde, revelando o silêncio em torno do parto. No pré-natal, as mulheres não são incentivadas à busca ativa por informações; e, quando elas existem, são imprecisas e desconsideram os seus direitos reprodutivos. Mesmo quando existe o acesso às informações da rota específica da humanização não há total garantia da possibilidade de negociação. Além disso, nem todas as mulheres conseguem acessá-la. De modo geral, a informação, isoladamente, não representou a possibilidade de êxito para as decisões no parto, dadas às diversas dificuldades que os mecanismos profissionais e institucionais impõem às mulheres
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