Oficina Fique Amiga Dela – São Paulo

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Oficina inspirada pela experiência do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde

Para meninas jovens e mulheres sábias
Mulheres que fazem sexo com mulheres, com homens, com ambos, ou que não fazem
Mulheres com filhos e mulheres que não pretendem tê-los
Uma oportunidade de reverenciarmos nossa diversidade
Uma homenagem ao nosso sagrado e profano
Uma forma de multiplicarmos conhecimentos para cuidar de nós mesmas

Assuntos que serão tratados:
– anatomia e fisiologia de nossas partes mimosas – uma releitura feminista
– cuidados suaves para questões de saúde comuns
– opções de contracepção não hormonal – DIU, diafragma, métodos comportamentais
– como acolher uma amiga com gravidez indesejada
– rotinas ginecológicas e como proteger-se da excessiva medicalização de nossa saúde
– direito à saúde sexual e reprodutiva no SUS – o que o golpe tem a ver com isso? Como cobrar atendimento respeitoso independente de identidade sexual, acesso a contracepção não hormonal e parto humanizado

Sábado, 06 de agosto, das 9h às 15h
No Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde – Rua Bartolomeu Zunega, 44 – São Paulo
Contribuição R$50,00

Inscrições: AQUI

Traga uma muda de planta que você usa para seu cuidado para trocar
Uma toalha e um espelhinho para se examinar
E um lanchinho para compartilhar

Fique amiga dela

Sobre as rodas

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roda

Nossas rodas de conversa acontecem uma vez ao mês, as segundas quartas-feiras, as 19 horas.  Sua finalidade é aprofundar temas importantes da agenda feminista, visando a construção e disseminação de conhecimentos e práticas voltados para a autonomia das mulheres. As rodas contam com a presença de especialistas no  tema, uma moderadora e são abertas e quem quiser participar.

Relatos de Rodas passadas:
As próximas rodas previstas são:
  • 13/07/2016 – Direito de família e Violência Obstétrica
  • 17/08/2016 – Saúde Mental, depressão e ansiedade em mulheres (excepcionalmente às 18 hs)
  • 21/09/2016 – O Trabalho do coletivo com homens autores de violência
  • 19/10/2016 – O trabalho das obstetrizes no Coletivo Feminista
  • 23/11/2016 Direitos das mulheres e acesso à justiça

Depressão e ansiedade na vida das mulheres

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imagemfridaEstudo sobre saúde mental divulgado pela Organização Mundial da Saúde em 2011 apontou que a depressão é uma questão grave de saúde pública em todas as regiões do mundo e pode ter relações diretas com questões sociais. O estudo, conduzido em 30 países, revelou que a ocorrência de transtornos mentais é duas vezes maior em mulheres. No Brasil, em que a pesquisa foi realizada no estado de São Paulo, 20% das mulheres apresentam episódios depressivos pelo menos uma vez ao longo da vida. Entre os homens, o índice é de 12%.

Em A Mística Feminina, Betty Friedan analisou, a partir de entrevistas com mulheres, médicos e psicólogos, o quanto a educação da mulher voltada para que ela se tornasse esposa, mãe e dona de casa – e vivesse em função disso -, a tornava frustrada e fazia com que apresentasse distúrbios psicológicos, entre eles a depressão. Embora a obra retrate a mulher de um ponto de vista branco de de classe média, já naquela época (décadas de 1940 e 1950) ela revelava o quanto o peso das funções que atribuem às mulheres pode ser prejudicial à sua saúde mental.

“Ser mulher em uma sociedade profundamente patriarcal leva a um número desproporcional delas a entrar em colapso” (Garcia, 1994). Dupla jornada de trabalho, ser mãe zelosa, esposa dedicada, “bela, recatada e do lar”, conviver com assédio na rua, muitas vezes lidar com violência dentro de casa, estar sempre disponível para o outro, nunca para si. A carga social que incide sobre a mulher a leva sempre a anular-se.

Segundo Wilza Vieira Villela, psiquiatra do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e livre-docente em Ciências Sociais em Saúde da Unifesp, apontar as mulheres como mais suscetíveis à depressão pode ser questionável, já que é socialmente mais aceitável para as mulheres expressarem suas tristezas e desconfortos, enquanto dos homens se espera uma postura mais racional, “forte”. Ainda assim, é possível comparar a forma como homens e mulheres expressam tanto a depressão quanto a ansiedade. (…)

Continue lendo em Frida Diria

Nexo Jornal: Como mulheres estão buscando tratamento médico de forma mais política

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Não basta atender pelo convênio médico. Mulheres estão buscando ginecologistas que respeitem diferentes orientações sexuais, façam parto humanizado, defendam o uso de coletor menstrual (o copinho) e até respondam por Whatsapp em caso de emergência.

Um grupo tem compartilhado em círculos do Facebook e e-mail uma planilha virtual e colaborativa justamente sobre essa busca. O “Guia de Recomendação de Ginecologistas”, como é chamado, traz sugestões, feitas por pacientes, de médicos em todos os Estados do país. Para acessá-lo, é necessário receber de alguma participante o convite para o documento.

A tabela enumera nomes de ginecologistas, telefone, endereço e observações sobre o atendimento, feitas por quem já realizou a consulta com o profissional. Entre os comentários, está “sem julgamentos”, “nunca falou sobre idade para ter filhos” e “contra o uso indiscriminado da pílula”.

A dificuldade em encontrar médicos atenciosos é ainda expressa em observações como “explica tudo didaticamente” e “embora seja homem, eu achei ele bem respeitoso e cuidadoso”.

Continue lendo em: Nexo Jornal

Hypeness: Guia colaborativo ajuda a encontrar ginecologistas naturalistas, feministas e gay friendly

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hype

image2Infelizmente, muitas mulheres já passaram, ao menos uma vez na vida por uma experiência desagradável ao ir ao ginecologista. Os motivos são diversos: conservadorismo, machismo, homofobia etc. Quando essas pessoas, descontentes com os péssimos serviços prestados, se unem, coisas boas podem surgir, como um guia médico colaborativo.

Foi divulgado via Facebook uma planilha de contatos de ginecologistas pelo Brasil que atendem desde necessidades específicas, como para pacientes que desejam se tratar através de métodos naturais/alternativos, como profissionais feministas e gay friendly. O guia também conta com espaço para recomendações e observações sobre os profissionais.

Continue lendo em:  Hypeness

A Pública: O agressor dorme no homem comum

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Em silêncio, espero a chegada do grupo junto dos psicólogos Tales Furtado Mistura e José Luiz Querido. Na salinha de cor creme, quase só cabem a mesa, as cadeiras, um quadro branco e uma estante. “Acho que hoje não vai ter muita gente não”, eles comentam enquanto a chuva caía naquela segunda-feira estranhamente fria para o começo de ano em São Paulo.

Esse seria o primeiro de três encontros de grupos reflexivos para homens enquadrados na Lei Maria da Penha que eu pude presenciar. Eles se reúnem toda semana na sede do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, um casarão vermelho situado numa rua pacata próxima ao largo da Batata, zona oeste de São Paulo. Uma equipe de psicólogos do coletivo oferece esse serviço de forma voluntária, e os encontros são gratuitos.

A casa do coletivo é o único espaço que acolhe grupos desse tipo na capital paulista. O outro espaço que sediava encontros como esse era a Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo (Acadepol), mas, segundo a Pública apurou, o curso está suspenso. Os relatos de quem foi a esse grupo dão conta de que a coisa andava mais à base da ameaça do que como uma reflexão conjunta legítima, como acontece na casa.

Os que participam dos grupos são homens enquadrados legalmente como agressores (não necessariamente culpados), para quem foi determinado, conforme o artigo 45 da Lei Maria da Penha, o “comparecimento obrigatório a programas de recuperação e reeducação” mesmo antes do fim do processo. Frequentar esse tipo de grupo não isenta os supostos agressores de responder a seus processos, mas a assiduidade é considerada pelos juízes na hora de bater o martelo e determinar as penas. A presença de mulheres é proibida nas sessões, e eles devem ir a no mínimo 16 encontros.

A lei prevê também, para a efetiva realização de programas como esse, a criação de “centros de educação e de reabilitação para os agressores” por todos os entes federativos, conforme o artigo 35. A realidade, porém, é que, em todo o país, existem pouquíssimos espaços assim.

Aos poucos, as cadeiras vão sendo preenchidas por homens bem diferentes uns dos outros. Nas seis horas que passei na salinha durante os três encontros, quebrei todos os meus preconceitos. Esperava encontrar monstros agressores, sádicos contumazes, malfeitores violentos próximos ao “estereótipo Datena”. Encontrei homens constrangedoramente comuns, uma amostra masculina fidedigna de toda a pirâmide social brasileira como raramente vi. O “homem brasileiro” estava ali em todas as suas nuances. (…)

Continue lendo em: A Publica