Dissertação de Mestrado: Informações e escolha no parto: perspectivas das mulheres usuárias do SUS e da Saúde Suplementar

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Documento: Dissertação de Mestrado
Autor: Zorzam, Bianca Alves de Oliveira (Catálogo USP)
Nome completo: Bianca Alves de Oliveira Zorzam
Unidade da USP: Faculdade de Saúde Pública
Área do Conhecimento: Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
Data de Defesa: 2013-07-30
Imprenta: São Paulo, 2013
Orientador: Diniz, Carmen Simone Grilo (Catálogo USP)
Banca examinadora: 
Diniz, Carmen Simone Grilo (Presidente)
Bellini, Maria Luiza Gonzalez Riesco
Cuenca, Angela Maria Belloni
Título em português: Informações e escolha no parto: perspectivas das mulheres usuárias do SUS e da Saúde Suplementar
Palavras-chave em português:
Direitos sexuais e reprodutivos
Escolha informada
Gênero
Intervenções no parto
Parto normal e cesariana
Resumo em português
Introdução O direito à escolha informada das mulheres sobre suas vivências na gravidez e no parto é fruto do percurso histórico dos direitos sexuais e reprodutivos, respaldados em bases éticas da autonomia, integridade corporal, igualdade e diversidade. No Brasil, sua história política e social vem sendo construída por meio da interlocução com o movimento de mulheres e os aparelhos governamentais, propulsionando políticas públicas que os garantam. Entretanto, as desigualdades de gênero no âmbito do conhecimento médico-científico levaram a uma leitura pessimista acerca do corpo feminino, que trata a experiência do parto como um evento patológico, dependente da tecnologia e de intervenções desnecessárias na assistência. Objetivo Descrever e analisar a perspectiva das mulheres sobre a dinâmica da disponibilização, acesso e qualidade das informações no pré-natal para as negociações do tipo de parto e os procedimentos da assistência focados na episiotomia, ocitocina e acompanhante, nas redes de saúde pública e suplementar. Metodologia Estudo qualitativo, alicerçado nas perspectivas teóricas de gênero e dos direitos reprodutivos, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas de três tipos (por email, Skype e presencial), com 26 mulheres assistidas nos dois setores de saúde, em diversas regiões do país. Resultados Embora garantido pela política pública, ainda é difícil o acesso das mulheres às informações de qualidade que favoreçam suas escolhas e decisões de parto e intervenções na assistência. Essa dificuldade está imbricada em fatores sociais, econômicos, culturais e de gênero que transferem o poder de decisão sobre o tipo de parto e de intervenções no parto normal para os profissionais médicos e suas instituições. Conclusões Frequentemente, a disponibilização das informações no pré-natal foi insuficiente nos dois setores de saúde, revelando o silêncio em torno do parto. No pré-natal, as mulheres não são incentivadas à busca ativa por informações; e, quando elas existem, são imprecisas e desconsideram os seus direitos reprodutivos. Mesmo quando existe o acesso às informações da rota específica da humanização não há total garantia da possibilidade de negociação. Além disso, nem todas as mulheres conseguem acessá-la. De modo geral, a informação, isoladamente, não representou a possibilidade de êxito para as decisões no parto, dadas às diversas dificuldades que os mecanismos profissionais e institucionais impõem às mulheres
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Dissertação de Mestrado: Violência doméstica e de gênero: perfil sociodemográfico e psicossocial de mulheres abrigadas

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Documento: Dissertação de Mestrado
Autor: Prates, Paula Licursi (Catálogo USP)
Nome completo: Paula Licursi Prates
Unidade da USP: Faculdade de Saúde Pública
Área do Conhecimento: Saúde Materno Infantil
Data de Defesa: 2007-10-22
Imprenta: São Paulo, 2007
Orientador: Alvarenga, Augusta Thereza de (Catálogo USP)
Banca examinadora:
Alvarenga, Augusta Thereza de (Presidente)
Diniz, Carmen Simone Grilo
Villela, Wilza Vieira
Título em português: Violência doméstica e de gênero: perfil sociodemográfico e psicossocial de mulheres abrigadas
Palavras-chave em português:
Aspectos psicossociais
Aspectos sociodemográficos
Casa abrigo
Mulheres abrigadas
relações de gênero
violência doméstica
Resumo em português
Introdução: A violência contra a mulher tem sido considerada uma violação dos direitos humanos e um importante problema de saúde pública, tanto no que se refere aos cuidados, quanto com as relações de gênero que permeiam o fenômeno. Após este reconhecimento, serviços de atendimento às mulheres em situação de violência foram criados no âmbito das políticas públicas, entre eles os abrigos para mulheres que sofreram violência doméstica e se encontram em risco. Objetivo: Descrever e analisar o perfil sociodemográfico e psicossocial de usuárias de um destes abrigos da cidade de São Paulo. Método: Estudo quantiqualitativo realizado por meio de consulta aos prontuários da instituição. Foram coletados dados de natureza sociodemográfica, de violência, de saúde e aspectos do abrigamento de 72 mulheres atendidas no período de 2001 a 2005. Resultados: A violência perpassa todas as faixas de idade (17 a 46 anos) e tempos de união. A predominância de escolaridade está no ensino fundamental. 66,7% das mulheres mantinha relacionamentos estáveis, o que aponta para a maior incidência da violência contra a mulher no espaço doméstico e conjugal. 40,3% das mulheres eram donas de casa quando entraram no abrigo. Os tipos de violência mais relatados foram a física, a psicológica e a sexual. 86,1% das mulheres recebeu acompanhamento jurídico, dos quais 43,5% eram processos criminais, 5% familiares e 46,5% ambos. A maioria dos tratamentos de saúde foi de natureza psicológica. Após o abrigamento, 51,4% das mulheres iniciaram vida nova e/ou retornaram para família e 27,8% retornou para o companheiro. As mulheres que iniciaram vida nova apresentaram relacionamento interpessoal adequado, adesão à proposta do abrigo e condições para o desligamento. As mulheres que retornaram para os parceiros, na maioria não aderiram à proposta do abrigo e não apresentavam condições para o desligamento. Os motivos para o retorno parecem estar relacionados a uma concepção de feminilidade que marca a subjetividade das mulheres. Considerações Finais: Os dados apontam para a complexidade da violência e sugerem a existência de condições de diferentes ordens, envolvidas na definição do destino da abrigada. A realização de acompanhamento pós-abrigamento, de formação e de supervisão para as equipes é fundamental neste tipo de serviço. É necessário ainda que o abrigo encontre-se inserido numa política pública de assistência integral à mulher para que promova autonomia.
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Tese de Doutorado: A pena que vale a pena: alcances e limites de grupos reflexivos para homens autores de violência contra a mulher

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Documento: Tese de Doutorado
Autor: Prates, Paula Licursi (Catálogo USP)
Nome completo: Paula Licursi Prates
Unidade da USP: Faculdade de Saúde Pública
Área do Conhecimento: Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
Data de Defesa: 2013-05-15
Imprenta: São Paulo, 2013
Orientador: Alvarenga, Augusta Thereza de (Catálogo USP)
Banca examinadora:
Alvarenga, Augusta Thereza de (Presidente)
Adorno, Rubens de Camargo Ferreira
Blay, Eva Alterman
Falcão, Marcia Thereza Couto
Pasinato, Wânia
Título em português: A pena que vale a pena: alcances e limites de grupos reflexivos para homens autores de violência contra a mulher
Palavras-chave em português:
Gênero
Grupos Reflexivos
Homens Autores de Violência
Lei Maria da Penha
Masculinidades
Violência Contra a Mulher
Resumo em português
Introdução: O estudo das masculinidades e suas relações com a ocorrência da violência contra a mulher são decorrentes dos estudos de gênero. Para enfrentar o problema e incorporando esta tendência, a Lei Maria da Penha recomenda o encaminhamento de homens autores de violência contra mulher a serviços específicos, sendo o grupo reflexivo uma das possibilidades de intervenção. Objetivos: Caracterizar o perfil de homens participantes do grupo reflexivo; descrever como a dinâmica e os conteúdos veiculados no grupo mobilizam a reflexão; identificar que aspectos das falas dos sujeitos são indicadores de novas posturas e ressignificações das relações; analisar alcances e limites de grupos reflexivos como estratégia de enfrentamento à violência contra as mulheres. Método: Pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, centrada na análise de um grupo composto por homens autores de violência contra a mulher, encaminhados pela justiça para cumprimento de medida judicial. Os dados sociodemográficos e criminais dos homens foram coletados em formulários e boletins de ocorrência. As falas dos sujeitos foram obtidas através de gravação dos grupos e de entrevistas individuais. As falas foram transcritas e interpretadas por meio da análise temática e discursiva, bem como à luz da literatura sobre gênero, violência e masculinidades. Os grupos foram conduzidos por profissionais vinculados a uma ONG, em parceria com o 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar de SP. Resultados e discussão: Os homens, inicialmente, sentem-se vitimizados e injustiçados diante da medida judicial de participação no grupo, não se identificam como autores de violência, apresentam concepções tradicionais do padrão de masculinidade hegemônica. No decorrer do processo, o acolhimento, as intervenções dos facilitadores e a vinculação dos homens ao grupo possibilitaram a ampliação de suas visões de mundo, de modo que as questões relacionadas ao uso da violência de gênero, masculinidades, direitos das mulheres e relacionamentos fossem flexibilizadas e ressignificadas. A maioria referiu adoção de novas posturas e atitudes frente a situações de conflito, procurando evitar o uso de violência em seus relacionamentos. Ao término da participação o grupo é percebido, pela maioria, como espaço que traz contribuições. Considerações Finais: A análise demonstrou que a estratégia de grupos reflexivos para homens autores de violência contra a mulher representa uma iniciativa promissora, a ser utilizada nos serviços de responsabilização para os agressores. Além disso, é importante que tais serviços sejam implantados como parte de uma política pública, vinculada à justiça e integrada à rede de serviços. A consolidação desta política pode ser entendida como um avanço na implementação da Lei Maria da Penha e no enfrentamento à violência contra a mulher
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